Pergolados sempre floridos, Refúgio coberto por flores, Saiba combinar e cuidar de lírios

Saiba como cuidar das plantas na pérgula

As trepadeiras trazem mais cor ao pergolado, no projeto do paisagista Benedito Abbud

As trepadeiras trazem mais cor ao pergolado

 

Para garantir um bom desenvolvimento das espécies eleitas para formar o pergolado plante-as diretamente no solo. “Em vasos, o crescimento fica limitado”.

A cobertura total de uma pérgula depende do crescimento das espécies escolhidas. As que se desenvolvem rapidamente podem cobrir a estrutura em um ano. Já aquelas que demoram um pouquinho mais, de acordo com o tamanho da estrutura, levam de dois a três anos.

Nesse período, é imprescindível redobrar a atenção e adotar alguns cuidados (que devem ser feitos com frequência). Um deles é a poda – é importante realizá-la no momento correto. Existem três tipos: de formação, quando a planta ainda é jovem, de limpeza, que elimina apenas ramos e folhas secas, e de floração, feita para controlar o volume.

A rega pode variar de acordo com a região e época do ano, mas o ideal é que o substrato permaneça úmido. “Molhe apenas a raiz da planta, de preferência pela manhã ou ao entardecer”.

O modo de fixação na estrutura e a condução (o sentido que ela crescerá) variam de acordo com cada planta. “Sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorienses) pode alcançar o topo com a ajuda de um fio de náilon (ela irá acompanhá-lo).

Já a madressilva (Lonicera japonica) sobe naturalmente, sem nenhum truque. Arbustos escandentes necessitam de amarrilhos para se fixarem nas estruturas, como o jasmim-estrela (Jasminum nitidum)”.

 

Refúgio coberto por flores

Descubra quais são as espécies indicadas para pergolados e deixe a área de lazer mais charmosa

Um refúgio entre o verde. Assim são os pergolados, também conhecidos como pérgulas, que podem ser usados como área de descanso ou espaço de eventos para a realização de refeições ao ar livre, coberto por verde.

Há uma lista extensa de materiais que podem servir de base a plantas que darão vida aos pilares e cobertura. “Madeira, bambu, ferro, tijolo e eucalipto tratado estão entre as opções. Mas o importante é que a estrutura do pergolado combine com o restante da construção”.

O colorido fica por conta das espécies, que devem ser escolhidas de acordo com alguns critérios básicos. “É importante verificar o clima e a atividade que ela irá desempenhar: cobrir um arco para ornamentação, compor um corredor ou apenas fazer parte de um recanto para relaxar”.

Para locais de passagem, a profissional não recomenda o uso de plantas com espinhos e ramos pendentes. “Elas podem atrapalhar a circulação”

A sete-léguas cobre a estrutura e a mantém florida o ano inteiro

 

As espécies mais indicadas

As trepadeiras são sempre bem-vindas, pois além de belas garantem privacidade a quem está no local. “É possível escolher espécies que fecham o ambiente por inteiro”. Atumbérgia-azul (Thunbergia grandiflora) é uma das mais usadas por florescer o ano todo e crescer em ritmo acelerado.

“O jasmim-dos-poetas (Jaminum polyanthum), no entanto, é uma boa opção para jardins românticos”. Porém, a campeã de pedidos é a famosa primavera (Bougainvillea glabra), que é eclética e pode ser usada desde os projetos clássicos até os tropicais. “Ela é cultivada em praticamente todas as regiões brasileiras e dá vida ao pergolado”.

As frutíferas também são indicadas. Entre as escolhas, destaque para os pés de maracujá, uva e kiwi. “Além da função ornamental, proporcionam frutos e um colorido a mais. Porém, para que fiquem saudáveis é essencial conduzir seus ramos e realizar as podas em épocas adequadas”.

Evite essas plantas

Chegou o momento de riscar algumas opções da lista. A unha-de-gato (Uncaria tomentosa), por exemplo, é uma delas. “A espécie não proporciona o fechamento necessário e é agressiva às estruturas”.

A alamanda-roxa (Allamanda blanchetti) e a alamanda-amarela (Allamanda cathartica) não devem ser usadas por serem tóxicas. “A ingestão pode causar problemas digestivos e cardíacos”.
Se a pérgula estiver perto de piscinas e calhas, a dica é não apostar em espécies que perdem as folhas com facilidade. “A lágrima-de-Cristo (Clerodendron thomsonae) é um bom exemplo, pois resulta em problemas de entupimentos e sujeira em excesso”.

 

Saiba combinar e cuidar de lírios

Quase um coringa, a flor vai bem em todos os ambientes e tem fácil manutenção

O lírio é a famosa flor tipo boa-praça. Vai bem com quase todo tipo de decoração e pode ser combinado com os mais diversos vasos. Não há limites. “O importante é levar em conta a cor do ambiente para não neutralizá-lo”. Por isso, caminha bem por todos os estilos.

Lírios nas cores branco e rosa são boas opções para casas modernas

Lírios nas cores branco e rosa são boas opções para casas modernas

Lírios em cores claras podem trazer mais luz a ambientes escuros

Lírios em cores claras podem trazer mais luz a ambientes escuros

O lírio é uma flor que se adapta a muitos estilos de decoração

O lírio é uma flor que se adapta a muitos estilos de decoração

O lírio combina com diferentes tipos de vaso

O lírio combina com diferentes tipos de vaso

O corte do caule do lírio deve ser feito na diagonal

O corte do caule do lírio deve ser feito na diagonal

Os lírios brancos compõem os arranjos mais clássicos

Os lírios brancos compõem os arranjos mais clássicos

Retire as folhas que estão em contato com a água para impedir a proliferação de bactérias, estragando o arranjo

Retire as folhas que estão em contato com a água para impedir a proliferação de bactérias, estragando o arranjo

Depois que a flor abrir, retire com cuidado as anteras (parte que contém o pólen) para evitar manchas

Depois que a flor abrir, retire com cuidado as anteras (parte que contém o pólen) para evitar manchas

Nas construções com muita madeira e materiais naturais, o laranja é indicado

Nas construções com muita madeira e materiais naturais, o laranja é indicado

 

“Pode-se fazer um lindo arranjo com apenas um galho da flor e algumas hastes de junco”. Passa pelo rústico e contemporâneo. “Para casas modernas, as cores branco e rosa são boas opções. Já nas construções com muita madeira e materiais naturais, tons como laranja e vermelho são indicados”. E se a ideia for criar uma composição clássica, fica a dica: aposte em lírios brancos com rosas e folhas verdes.

Mas se você gosta de transgredir e quebrar paradigmas, vá em frente. “No ambiente clean, o colorido das flores colabora com o equilíbrio. E os tons claros podem ser usados para iluminar ambientes rústicos”.

Por serem multidirecionais (aponta para vários lados), evite usá-las em arranjos pequenos, para não errar na proporção. Vale lembrar que o lírio é grande e tem caule comprido. “Para prevenir possíveis acidentes, dê preferência a vasos com bases estáveis”.

Vida longa ao rei

Para garantir maior durabilidade à planta é preciso prestar atenção em algumas regras simples. “Escolha as que ainda têm botões fechados e folhas bem verdes”.

Ao chegar em casa não se esqueça de cortar os caules na diagonal. “Faça isso sempre que trocar a água para eliminar a parte morta”. Também é fundamental retirar as folhas que estão em contato com a água. “A medida impede o processo de decomposição e, consequentemente, a proliferação de bactérias”.

Por último, após a flor abrir, retire com cuidado as anteras - parte que contém o pólen. “Isso evita manchas nas pétalas e nas roupas”.

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